quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

POR QUE ESTUDAR MÚSICA????!!!



http://professordarcyaraujo.blogspot.com/

Por que estudar música?
Pesquisas comparativas feitas em áreas cognitivas, motoras, de saúde e percepção são conclusivas quanto às vantagens dos que estudam música.


Celso Brescia Leal

Em todo o mundo muito se tem pesquisado e escrito sobre os benefícios de estudar música. Hoje este tema é abordado em diversos campos da ciência como na medicina, psicologia e pedagogia. A literatura sobre o assunto é extensa, numerosos artigos, textos e livros têm sido editados; eles trazem algum aprofundamento teórico e estão apoiados em pesquisas comparativas. As comparações são realizadas com dois grupos distintos, sendo um composto por estudantes de música e outro por não estudantes de música. Pesquisas feitas em áreas cognitivas, motoras, de saúde e percepção são conclusivas quanto às vantagens dos que estudam música.

Talvez o mais importante de se estudar música seja a diversão, a socialização e o prazer de fazer música, porém, enquanto nos divertimos desenvolvemos certas habilidades e competências que são úteis em diversos outros departamentos de nossas vidas. A lista de benefícios para quem faz música é bem grande e inclui melhorias em:

* Processos da linguagem;
* Inteligência espacial;
* Criatividade;
* Paciência;
* Lógica;
* Precisão física e mental;
* Maior identificação com outras culturas, portanto maior tolerância;
* Performance nas matérias do currículo regular (em todas as matérias);
* Comportamento das crianças em salas de aula;
* Concentração;
* Disciplina;
* O estudo de música ajuda a enfrentar desafios e assumir riscos;
* O estudo de música ajuda no desenvolvimento emocional;
* Tocar instrumentos fortalece e melhora a coordenação motora;
* Na saúde: a música cura ajudando a combater o mal de Alzheimer, a reduzir os sentimentos de ansiedade, solidão e depressão, a diminuir o estresse; além de reforçar o sistema imunológico, ajuda a evitar osteoporose, etc;
* Relacionamento interpessoal pela convivência em grupo.

O estudo de música é generoso pois nos traz saúde, física e mental, nos diverte, não impõe idade ou físico padrão, nos ensina a sermos mais tolerantes conosco e conseqüentemente com os outros, nos ensina a superar obstáculos de forma prazerosa e traz a interação ao invés da competição (um alívio para nossas vidas que enfrentam competição no trânsito, nos esportes, na vida profissional, na ditadura do “físico perfeito”, etc.).

Qualquer pessoa em qualquer idade pode estudar música, musicalizando-se e aprendendo a tocar um instrumento. Tocamos para os outros e em comunhão com quem ouve. Esta integração tocar/ouvir é uma integração de emoções, poética e sensível, onde todos se beneficiam.

Quando tocamos com nossos amigos em uma banda e cada um tem de fazer o melhor de si para que a meta seja alcançada, esta integração também está presente.

Além disso, quem estuda música torna-se um ouvinte mais qualificado, amplia seu prazer na escuta e seus critérios estéticos musicais.

Acredito que uma sociedade onde o estudo de música esteja presente, pode ser melhor em termos humanos, de qualidade de vida, mais criativa, tolerante e alegre.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Aulas e Atendimentos

Trabalhamos com aulas individuais de violão nas modalidades clássica ou popular, vilolino, flauta tranversal, flauta doce e contralto, pifano, piano, teclado, técnica vocal (canto) nas modalidade lírico e popular, musicalização infantil, teoria muiscal para vestibular, teoria musical básica, intermediária e avançada, harmonia, contraponto e improvisão musical para alunos avançados.Atendimento MUSICOTERÁPICO clínico individualizado.
telefone : 32252606 Centro de Florianópolis SC.
Adri Maurina Darcy Araujo

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AÇÕES E OBJETIVOS

A Educação musical: ensino da prática musical bem como seus elementos teórico-práticos em instituções formais (escolas)ou informal( particular).

Musicoterapia: É a utilização da música e seus elementos como agente mediador no tratamento de neuro ou psicopatologia, problemas cognitivos ou manetendor da qualidade de vida de pessoas que buscam na musicoterapia saúde emocional sem necessariamente estar com o diagnóstico neuro ou psicopatológico.

A tutoria visa a orientação acadêmica, acompanhamento pedagógico e avaliação da aprendizagem dos alunos a distância. Para isso o tutor deve possuir um papel profissional com capacidades, habilidades e competências inerentes à função. Precisa expressar uma atitude de excelente receptividade diante do aluno e assegurar um clima motivacional.
O subsistema de tutoria, muito mais que um aspecto estrutural e de assistência ao estudante, deve ser visto como o atendimento à educação individualizada e cooperativa e numa abordagem pedagógica centrada no ato de aprender que põe à disposição do estudante-adulto recursos que lhe permitem alcançar seus objetivos no curso, de forma mais autônoma possível.

Pedagogia é a ciência da educação. Segundo LUAIZA,B.A a aplicação dos conhecimentos produzidos a partir das pesquisas científicas nesta área permitem o desenvolvimento da tecnologia pedagógica cujo objetivo é o desenvolvimento de serviços científico-técnicos que permitem a reflexão, ordenação, a sistematização e a crítica do próprio processo pedagógico, do processo educacional e doprocesso educativo.

MT. Profº Darcy Chaplin Savedra de Araujo e MT. Profª Adriana Maurina C. S. de Araujo
Adri Maurina Darcy Araujo

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Educação Fracassou? Ou é um fracasso?
Nos dias de hoje percebemos como está cada vez mais difícil educar.... difícil para quem educa e para quem espera a 'educação" , mas será que a espera da educação realmente é necessária ou estamos criando seres burros e que necessitam ser ensinados como protótipos robóticos em uma sociedade mecanizada e organizada segundo padrões específicos e " didáticos" a planos secundários de emprego , vivencia, de expectativa de vida suburbana e fora das condições esboçadas e sonhadas pela grande maioria das pessoas que saem da escola e da convivência familiar que é a primeira escola.
Concordo com o ponto de vista de estudiosos sobre as leis de direitos e deveres das oligarquias formadas por clãs de autoridades mas será que realmente servem para algo? será que realmente trarão para mim e para você algo de justo, complacente com o que queremos, e fora de padrões prepotentes da maioria das pessoas em acreditar que a formação continuada exerce fator importante no processo de educar , o que muitas vezes vemos são pessoas nunca parando de estudar que nunca pararão de estudar e que meramente por mais cômico que seja nunca utilizarão nada do que estudaram a vida inteira ... será que este estudo fora do limite não será uma fuga a verdadeira sobrevivência pessoal, será que não é o medo do amanhã , o medo do serei velho , o medo do que poderei ser se para minha mente um instante?....
Pois é, terminamos assim com uma egocentria da maioria dos EDUCADORES brasileiros,, será que realmente quero ser um ?

domingo, 12 de setembro de 2010

Música: Um fenômeno Social ?!!

Por trás da multiplicidade de definições, se encontra um verdadeiro fato social, que coloca em jogo tanto os critérios históricos, quanto os geográficos. A música passa tanto pelos símbolos de sua escritura (notação musical), como pelos sentidos que são atribuídos a seu valor afetivo ou emocional. É por isso que, no ocidente, nunca parou de se estender o fosso entre as músicas do ouvido (próximas da terra e do folclore e dotadas de uma certa espiritualidade) e as músicas do olho (marcadas pela escritura, pelo discurso). Nossos valores ocidentais privilegiam a autenticidade autoral e procuram inscrever a música dentro de uma história que a liga, através da escrita, à memória de um passado idealizado. As músicas não ocidentais, como a africana apelam mais ao imaginário, ao mito, à magia e fazem a ligação entre a potencialidade espiritual e corporal. O ouvinte desta música, bem como o da música folclórica ou popular ocidental participa diretamente da expressão do que ouve, através da dança ou do canto grupal, enquanto que um ouvinte de um concerto na tradição erudita assume uma atitude contemplativa que quase impede sua participação corporal, como se só a sua mente estivesse presente ao concerto. O desenvolvimento da notação musical e a constituição artificial do sistema de temperamentos consolidou na música, o dualismo corpo-mente típico do racionalismo cartesiano. E de tal forma esse movimento se fortaleceu que mesmo a música popular ocidental, ainda que menos dualista, se rendeu à sistematização, na qual se mantém até hoje




As práticas musicais não podem ser dissociadas do contexto cultural. Cada cultura possui seus próprios tipos de música totalmente diferentes em seus estilos, abordagens e concepções do que é a música e do papel que ela deve exercer na sociedade. Entre as diferenças estão: a maior propensão ao humano ou ao sagrado; a música funcional em oposição à música como arte; a concepção teatral do Concerto contra a participação festiva da música folclórica e muitas outras.
Falar da música de um ou outro grupo social, de uma região do globo ou de uma época, faz referência a um tipo específico de música que pode agrupar elementos totalmente diferentes (música tradicional, erudita, popular ou experimental). Esta diversidade estabelece um compromisso entre o músico (compositor ou intérprete) e o público que deve adaptar sua escuta a uma cultura que ele descobre ao mesmo tempo que percebe a obra musical.
Desde o início do século XX, alguns musicólogos estabeleceram uma "antropologia musical", que tende a provar que, mesmo se alguém tem um certo prazer ao ouvir uma determinada obra, não pode vivê-la da mesma forma que os membros das etnias aos quais elas se destinam. Nos círculos acadêmicos, o termo original para estudos da música genérica foi "musicologia comparativa", que foi renomeada em meados do século XX para "etnomusicologia", que apresentou-se, ainda assim, como uma definição insatisfatória

A história da música é o estudo das origens e evolução da música ao longo do tempo. Como disciplina histórica insere-se na história da arte e no estudo da evolução cultural dos povos. Como disciplina musical, normalmente é uma divisão da musicologia e da teoria musical. Seu estudo, como qualquer área da história é trabalho dos historiadores, porém também é freqüentemente realizado pelos musicólogos.
Este termo está popularmente associado à história da música erudita ocidental e freqüentemente afirma-se que a história da música se origina na música da Grécia antiga e se desenvolve através de movimentos artísticos associados às grandes eras artísticas de tradição européia (como a era medieval, renascimento, barroco, classicismo, etc.). Este conceito, no entanto é equivocado, pois essa é apenas a história da música no ocidente. A disciplina, no entanto, estuda o desenvolvimento da música em todas as épocas e civilizações, pois a música é um fenômeno que perpassa toda a humanidade, em todo o globo, desde a pré-história.
Em 1957 Marius Schneider escreveu: “Até poucas décadas atrás o termo ‘história da música’ significava meramente a história da música erudita européia. Foi apenas gradualmente que o escopo da música foi estendido para incluir a fundação indispensável da música não européia e finalmente da música pré-histórica."
Há, portanto, tantas histórias da música quanto há culturas no mundo e todas as suas vertentes têm desdobramentos e subdivisões. Podemos assim falar da história da música do ocidente, mas também podemos desdobrá-la na história da música erudita do ocidente, história da música popular do ocidente, história da música do Brasil, História do samba, história do fado e assim sucessivamente

Teoria musical é o nome que é dado a qualquer sistema destinado a analisar, compreender e se comunicar a respeito da música. Assim como em qualquer área do conhecimento, a teoria musical possui várias escolas, que podem possuir conceitos divergentes. Sua própria divisão da teoria em áreas de estudo não é consenso, mas de forma geral, qualquer escola possui ao menos:
análise musical, que estuda os elementos do som e estruturas musicais e também as formas musicais.
estética musical, que inclui a divisão da música em gêneros e a Crítica musical.
Notação musical.

Análise musical
Apesar de toda a discussão já apresentada, a música quando composta e executada deliberadamente é considerada arte por qualquer das facções. E como arte, é criação, representação e comunicação. Para obter essas finalidades, deve obedecer a um método de composição, que pode variar desde o mais simples (a pura sorte na música aleatória), até os mais complexos. Pode ser composta e escrita para permitir a execução idêntica em várias ocasiões, ou ser improvisada e ter uma existência efêmera. A música dos pigmeus do Gabão, o Rock and roll, o Jazz, a música sinfônica, cada composição ou execução obedece a uma estética própria, mas todas cumprem os objetivos artísticos: criar o desconhecido a partir de elementos conhecidos; manipular e transformar a natureza; moldar o futuro a partir do presente.


Qualquer que seja o método e o objetivo estético, o material sonoro a ser usado pela música é tradicionalmente dividido de acordo com três elementos organizacionais: melodia, harmonia e ritmo. No entanto, quando nos referimos aos aspectos do som nos deparamos com uma lista mais abrangente de componentes: altura, timbre, intensidade e duração. Eles se combinam para criar outros aspéctos como: estrutura, textura e estilo, bem como a localização espacial (ou o movimento de sons no espaço), o gesto e a dança.
Na base da música, dois elementos são fundamentais: O som e o tempo. Tudo na música é função destes dois elementos. É comum na análise musical fazer uma analogia entre os sons percebidos e uma figura tridimensional. A sinestesia nos permite "ver" a música como uma construção com comprimento, altura e profundidade.
O ritmo é o elemento de organização, frequentemente associado à dimensão horizontal e o que se relaciona mais diretamente com o tempo (duração) e a intensidade, como se fosse o contorno básico da música ao longo do tempo. Ritmo, neste sentido, são os sons e silêncios que se sucedem temporalmente, cada som com uma duração e uma intensidade próprias, cada silêncio (a intensidade nula) com sua duração. O silêncio é, portanto, componente da música, tanto quanto os sons. O ritmo só é percebido como contraste entre som e silêncio ou entre diversas intensidades sonoras. Pode ser periódico e obedecer a uma pulsação definida ou uma estrutura métrica, mas também pode ser livre, não periódico e não estruturado (arritmia). Também é possível que diversos ritmos se sobreponham na mesma composição (polirritmia). Essas são opções de composição. Enfim é interessante lembrar que, embora pequenas variações de intensidade de uma nota à seguinte sejam essenciais ao ritmo, a variação de intensidade ao longo da música é antes de tudo um componente expressivo, a dinâmica musical.